sábado, 13 de junho de 2009

Justiça Nacional

Injustos recados de moços de estrebaria.

sábado, 2 de maio de 2009

A tragédia de Gepeto

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Life

sábado, 28 de março de 2009

Pontes

Normalmente, as pontes têm duas saídas e duas entradas.
Em alguns casos condicionadas em alternância, por insuficiência de capacidade apropriada para dois sentidos simultâneos.
Quando só têm um sentido, geralmente geminam com outra de sentido oposto.

Imaginem um aeroporto onde só se aterra ou de onde exclusivamente se descola.
Uma ponte para o infinito ou um barco sem fundo.
Serão exequíveis?
Claro que sim! Apesar de não terem nenhuma utilidade prática.
Assim acontece com os projectos que se não executam, ou que se deixam ficar no papel por largos e longos anos.
Quando se constroem sociedades, ditas, plurais, apela-se mais tarde ou mais cedo à sua união e coesão.
Nós por cá, em que é que ficamos?

quinta-feira, 12 de março de 2009

Madoff

Madoff declara-se culpado!
O que me espanta é que pode vir a ser condenado a 150 anos de prisão.
Se tiver muita sorte, e muito dinheiro depois de todas as multas que vai ter de pagar, poderá sair em liberdade antes disso.
Esperemos que lhe comutem a pena num terço do valor, sem juros.
Meus senhores e minhas senhoras deste país à beira-mar plantado, ainda estão no paraíso a ler o livrinho da fortuna do ex-gestor do BPP?
Se o fizerem com atenção decerto vão ter um futuro de sucesso de acordo com a justiça terrena, já que a divina não consegue entender o vosso pedido.
Circulai.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Tarde

Vem sendo hábito fazer comentários sobre tudo.
Atestam-se os jornais de notícias comentadas e ofensas gratuitas por tudo e por nada.
Criam-se imagens más de pessoas boas e pedestais de exibição de bestialidades a toda a hora.
O que mais interessa tem o desinteresse público e o que não interessa a ninguém atinge recordes de audiência em todos os canais.
Ainda há quem escreva livros que ficam espalhados por todas as prateleiras.
E prateleiras que dão razão aos que dizem que os portugueses comem a toda a hora.
De todos escolho nenhum e de alguns prefiro nem falar agora.
Porque se faz tarde.
Toda a tarde.

segunda-feira, 2 de março de 2009

No comments

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A palavra cortada



Desprezo os arautos da desgraça e os incapazes abutres que se alimentam do mal,no entanto, admito
que a Península de Setúbal ainda agora começou a sofrer.
O ex-libris do desenvolvimento sustentado em parcerias multinacionaisvai desmoronar-se.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Foliões


A indubitável vontade de parecer e de aparecer, neste período em que ambos os termos se confundem, faz com que surjam mais máscaras na rua. O terno calor da Primavera convida a longos passeios à beira-rio, onde o difuso e imenso turbilhão de actividade da grande cidade se perde e se renova a cada dia de folga do lado de cá do Tejo.
É com essa determinante confiança, que já afastou o frio e a tempestade, que vos convido a passear, sem ovos nem farinha, possivelmente com a mesma máscara que usam todos os dias, a visitar a pacata Vila do Samouco.
Por mim, em Veneza ou em Belém, o Carnaval é quando um homem quiser!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Andorinhas

Chegou cedo e agradável o ameno cheiro a Primavera este ano. Vamos arrumar definitivamente os aquecedores e varrer os terraços, deixá-los lisos e frescos, prontos para receber o calor que se aproxima.
Muito me engano ou ainda este mês poderemos ir à praia. Julgo que a onda de bicicletas desta vez vai superar todas as expectativas, só falta mesmo a ciclovia em Alcochete.
Enquanto não surge o CicloJacking, esperemos que a nova via esteja pronta antes do IC 32 até Almada. Como tem noticiado o Jornal do Montijo, a CONCESSÃO BAIXO TEJO poderá fazer a delícia dos operadores turísticos na zona. Resta esperar que não deixem que a lei do farwest faça parte do quotidiano da Península de Setúbal e a violência continue a afastar todo o potencial descanso que merecemos, sobretudo porque pagamos impostos para ter segurança e justiça, e não para que se passem certificados de apresentação regular, como se fossem alvarás de bom comportamento, a quem rouba, agride ou mata indiscriminadamente.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Pretensão

O ano passado tínhamos milhares de professores no desemprego e o número de licenciados sem ocupação aumentava a cada curso que saía das Universidades e Politécnicos, no entanto, as empresas limitavam o acesso a lugares de trabalho ou de estágio à grande maioria desses jovens. Por sua iniciativa, o Estado conseguia abrir umas portas aqui e ali, dependendo da cor do cartão partidário e do parentesco ou relacionamento pessoal dos interessados, no entanto, condicionados pela sua produtividade e pela necessidade da organização a maioria deles continuam a ter excesso de habilitações para o correcto desempenho da função que lhes foi destinada.
Acrescentando a importância da evolução na carreira para a consequente motivação destes colaboradores teremos, a prazo, a insustentável leveza do Estado Social às costas de toda uma geração a que alguém já chamou de "rasca". Depois, se algum dia um historiador, no futuro, vier a descobrir que temos à frente de muitas instituições pessoas que ditam de sua justiça à imagem salazarenta de quem repudiaram toda a vida, poderemos talvez descobrir de que forma lá chegaram, as condições que lhes deram para ascender a tão ilustre e douto patamar e perguntar ainda, se nos aprouver, como é possível que nunca tenham sido responsabilizados pelo que estão a fazer a este País.
Vem isto a propósito de uma pequena notícia da revista Sábado que hoje li com o título:
Fraude: Teses académicas à venda na Net
Um artigo deste blog aflorou o assunto através da exposição de uma entrevista sobre um tema próximo que, se o associarmos ao facilitismo e à inoperância da justiça, pode servir de base a um profundo estudo sobre a evolução, a revolução ou a crise de identidade Nacionais.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Freeport

Talvez tenha sido uma das designações mais associadas a Alcochete nos últimos tempos, mas o Freeport não tem tido exclusivamente dias difíceis por causa da crise. Como qualquer grande empreendimento em Portugal, quer pela teoria da conspiração quer por outros factores, muitos deles desconhecidos do grande público, não nasceu legítimo e tem sido escorraçado por vários intervenientes na sua concepção desde que se conseguiu instalar sem ter, para tal, sido devidamente licenciado.
No entanto, está garantida a sua vantagem no concorrencial mercado das grandes superfícies, ou seja, qualquer que venha a ser o desfecho desta fase mais negativa e de crescente dificuldade de manter o negócio, não deixará jamais de ser o símbolo do desenvolvimento e um enorme benefício que aportou à zona de implantação.Para quem segue os títulos dos recortes mediáticos este assunto pode ofuscar por algum tempo outros de maior relevo para o futuro da região, mas será também um sinal de que, cada vez mais, nos orientam em direcções opostas aquelas que são do interesse público, sem que alguém consiga criar polos de interesse mais aglutinadores e de franca prosperidade com o sucesso que se pretende.